domingo, 30 de agosto de 2009

Pensamentos de uma noite de primavera...

Não te quero só para mim.
E nem poderia.
Quero-te pra ti mesmo
e para tua própria vida.
Quanto mais fores o que quiseres,
mais serás o que eu queria....
(Luis Poeta)

Noite de primavera e uma excelente companhia... quem disse que buteco não é lugar de pensar sobre a vida? e a vida é uma batida de um coração, uma doce emoção.... foi bom compartilhar com vocês meus queridos essa emoção, essa canção e esse poema que nos foi dado com muito carinho... e o que ficou? a certeza que a vida é maravilha e também sofrimento e que o futuro a nós pertence.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ando Devagar.... mas me movimento!!!!

Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso,
porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder seguir,
e é preciso a chuva para florir.
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
conhecer a marcha, ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
de estrada eu sou (...)
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
conhecer a marcha, ir tocando em frente
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz (...)
(Almir Sater)

Hoje estou me sentindo mais forte e quem sabe mais feliz... é preciso amor, é preciso paciência, é preciso confiança, é preciso pulsar nossos sentimentos para que tenhamos forças de seguir adiante. E pela estrada da vida vamos tocando com a certeza que o caminho ficará mais florido e mais divertido... que venha a primavera então para florir meu coração!!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sangrando

Quando eu soltar a minha voz por favor entenda
Que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca peito aberto, vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta, essa força tanta
Tudo que você ouvir esteja certa que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos e o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado transbordando toda raça e emoção
E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante
Cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar
Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar.
(Gonzaguinha)

Nada melhor do que a música para refletir o que estamos sentindo!!!! Coração na boca peito aberto, é, estou sangrando... é apenas o meu jeito de viver esse sentimento chamado amor,ou desamor...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Poema Fernando Pessoa

Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

sábado, 8 de agosto de 2009

É Preciso Dizer Adeus... (Mestre Vinícius de Moraes)

É inútil fingir
Não te quero enganar
É preciso dizer adeus
É melhor esquecer
Sei que devo partir
Só me resta dizer adeus
Ah, eu te peço perdão
Mas te quero lembrar
Como foi lindo
O que morreu
E essa beleza do amor
Que foi tão nossa
E me deixa tão só
Eu não quero perder
Eu não quero chorar
Eu não quero trair
Porque tu foste pra mim
Meu amor

Como é a vida...

A vida é um teste de tolerância, de dominar as vontades, de paciência...
Sei que sentir saudade é bom (pelo menos dizem) mas também é muito ruim, é um mister de sensações que acaba sendo difícil de explicar, quanto menos escrever... A única coisa que sei é que a cada dia fortalece o sentimento que cresce dentro de nós, que sem querer entra sem pedir licença e sem perguntar se o mesmo estava pronto para encarar um novo desafio, um novo amor... mas a grande verdade é que sempre estamos prontos para amar, principalmente se esse amor for nos trazer coisas boas, sensações novas, desejos reprimidos... é algo incontrolável... mas quem disse que queremos controlar! queremos é amar, e amar muito... como diria Renato Russo "é preciso amar como se não houvesse amanhã...".
As vezes pensamos: "nossa, como pude amar essa pessoa, como pude conviver com essa pessoas por tanto tempo..." ou então: "se fosse hoje não faria isso ou aquilo, faria diferente...", faria sim a mesma coisa, penso que não faríamos nada diferente,pois somos movidos a impulsos e sensações. Nós, indivíduos dotados de racionalidade e afetividade, temos que passar por algumas coisas para aprendermos a valorizar a vida... amamos as pessoas por algo que nos chame a atenção, pode ser o sorriso, o corpo, a inteligência, o caráter, entre tantos outros atributos humanos....mas o concreto é que amamos por identificar no outro aquilo que gostamos muito e queremos por perto... se o amor acabar, não é porque aquela pessoa deixou de ter essa ou essas "qualidades", mas porque as mesmas qualidades já não são suficientes, foram se desgastando com o tempo, então saímos a procura daquilo que nos satisfaça... o que hoje é lindo e perfeito pode ser feio e imperfeito amanhã... Por que nos prisionarmos em alguém que não amamos mais, que não desejamos mais... Mas diante disso tudo, o carinho deve permanecer... não devemos virar de costas para aquele (a) que foi durante tanto tempo “nosso amor” ... Sendo assim, amamos as pessoas em sua plenitude... amamos pelo simples fato de pensarmos que esta pessoa é o (a) companheiro (a) idela para trilhar um caminho conosco... e quando percebemos que não é mais a pessoa ideal (não gosto muito da palavra ideal, acho que ninguém alcança o ideal, mas foi a que me ocorreu no momento), devemos sem culpa partirmos para a busca da felicidade...
Bom, isso tudo é para dizer que na nossa vida passam várias pessoas (nem tão várias assim ...), todas elas deixam alguma marca... e se estiveram com a gente é porque tínhamos que conviver com elas, seja para aprendermos ou para ensinarmos... e amamos essas pessoas e deixamos de amar... é o ciclo da vida...pena que nem todos compreendem esse ciclo...

Como dizia o poeta...

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão .

(Vinicius de Moraes)

Saudade é o amor que fica...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Retornando ao Blog

De repente me deu vontade de escrever neste espaço que há muito tempo havia deixado de lado. Talvez a motivação tenha vindo da vontade de compartilhar momentos, histórias e experiências docentes e de vida... É, talvez tenha sido por isso.

Resgatando alguns trabalhos

CONGRESSO INTERNACIONAL DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - CIQEAD

De 12 a 14 de novembro de 2007 participei do Congresso Internacional de Qualidade na Educação a Distância - CIQEAD. Este evento foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Participei da mesa temática intitulada Inclusão Digital para Inclusão Social – do "virtual" ao "real". Foram três apresentações de trabalho, incluindo o meu. Relatarei brevemente os assuntos discutidos pelo grupo acerca da inclusão digital e da educação a distância.O primeiro trabalho discutido foi o intitulado "Inovação e Tecnologia: o sucesso da inclusão digital no Brasil obtido através do cartão WebAula", apresentado por Wilson Cypriano Pereira. Primeiramente ele contextualiza em números a situação brasileira com relação à inclusão digital. Segundo ele, somente 12,46% dos brasileiros possuem computador em casa; 8,31% possuem Internet. Justifica, baseado nas estatísticas que muita desigualdade social acaba criando bolsões de exclusão digital e social. Porém, ele acredita que grandes forças motivadoras estão cada vez mais presentes a fim de acabar com tal exclusão, como:Bancos comprovam que seus "clientes Internet" já atingem quase 100% dos incluídos digitalmente;E- GOV e certificação digital já é realidade e necessita de massa crítica;Crescimento de entrega do Imposto de Renda pela internet já é exponencial;A popularização dos celulares ajuda o indivíduo conhecer tecnologia avançada e inciar-se na Internet;1% da receita de todas as teles vão para um fundo chamado FUST. Este fundo só pode ser usado para inclusão digital;As empresas necessitam cada vez mais de colaboradores preparados e incluídos digitalmente. E-learning não é novidade, já é necessidade;Governos e empresas estão criando telecentros em comunidades carentes;Neste contexto, a inclusão digital democratiza a informação e o conhecimento, possibilitando o crescimento pessoal e profissional e conseqüentemente uma inclusão social.Dado este panorama, o autor apresenta o projeto Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT). Este é uma iniciativa do Governo do Estado de Minas Gerais no combate à exclusão digital feito em parceria com várias entidades e nas esferas municipal, estadual e federal. Tem como base a instalação de centros tecnológicos, preferencialmente em escolas e bibliotecas, próximas à população carente. Este projeto visa a inclusão digital e preparação da mão-de-obra de acordo com a vocação econômica de cada região. Cada unidade conta com:duas salas de inclusão digitaldez computadores e impressorasuma sala de videoconferênciaum laboratório convencional de acordo com a vocação localuma sala de incubadora para empresasO projeto CVT já atingiu 86.838 alunos até julho de 2007. O curso mais procurado é o de introdução à informática. 86,4% das pessoas que fizeram o curso o qualificaram de ótimo e bom. 65,7% são do sexo feminino. A escolaridade das pessoas que mais procuram são: 35,3% com ensino fundamental incompleto e 24,3% com ensino médio completo. 78,8% são solteiros e 68,2% não possuem renda, o que justifica a procura por uma qualificação.Para atingir estes números, o projeto conta com o auxílio do cartão WebAula. O Cartão webAula foi criado com o intuito de tornar inteligente e eficaz a maneira como os usuários acessam cursos pela internet, proporcionando a aquisição de conhecimentos para enfrentar o mercado de trabalho. Através de simples passos, o usuário consegue acessar e escolher um curso de uma grade com mais de 70 cursos técnicos e profissionalizantes. Depois basta fazer o curso escolhido através de um micro ligado a internet a qualquer hora e em qualquer lugar. Os cursos contam com auxílios de tutores eletrônicos, biblioteca virtual, os conteúdos a serem trabalhados e além disso há um dispositivo de acessibilidade, adequando cada curso ao estilo de pessoa que for fazê-lo, por exemplo, se for um adolescente a tela pode ser colorida e cheio de desenhos para ilustrar o conteúdo; se for um adulto, vem em formato de textos. Ou seja, há várias layouts para serem escolhidos. Ao final do curso é emitido um certificado de participação que pode ser impresso pelo próprio aluno. Enfim, a era da informação está cada vez mais recebendo atenção das organizações, sejam elas públicas ou privadas, e o que percebemos é que a cada dia novos dispositivos estão sendo criados para sanar uma carência que é realidade de muitos brasileiros, a chamada exclusão digital.O segundo trabalho apresentado é intitulado "Educação SEBRAE pela Internet: um caso de sucesso" da autora Maria Ângela Soares Lopes (Consultora Sênior do SEBRAE).O objetivo do trabalho era apresentar as propostas dos cursos SEBRAE e como são desenvolvidos os cursos ministrados por ele. A missão do SEBRAE é a promoção da competitividade e do desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas. A autora trás exemplos de alguns cursos ofertados pelo SEBRAE, dentre eles encontramos o:Iniciando um Pequeno Grande Negócio - IPGNAprender a Empreender- AEComo Vencer Mais e Melhor – CVMMAnálise e Planejamento Financeiro – APFD-Olho na Qualidade – D-OlhoAté o final de 2007, o SEBRAE tem como meta atender 750 mil pessoas com os cursos oferecidos. São cursos gratuitos e visa especificamente a qualificação para o mercado de trabalho.O compromisso dos gestores focam na excelência (desenvolvimento de competências, aprendizagem colaborativa e valorização dos profissionais de EAD). Os cursos contam com tutores dinamizadores e tutores masters apoiados por equipe administrativa e consultores educacionais. Trabalham com a idéia do tutor pró-ativo, que provoca discussões e incentiva os participantes a manterem o ritmo do curso.O projeto conta com cursos livres (gratuitos), planejamento anual, campanhas de divulgação, controle terceirizado de turmas, acompanhamento das turmas pelos coordenadores, tutoria e avaliação.Os recursos educacionais utilizados nos cursos são: chats, fóruns/comunidade, mural, caixa postal, tira dúvidas e biblioteca virtual.O terceiro trabalho foi por mim apresentado e tem como título "Política Pública de Inclusão Digital: os telecentros comunitários de Porto Alegre". Meu trabalho está centrado na problemática da exclusão social e digital, pois vivemos em um contexto histórico marcado pelas desigualdades sociais em que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) se tornam cada vez mais presentes no nosso cotidiano. Porém, nem todos os indivíduos têm acesso a essas tecnologias, fazendo com que o mundo se polarize entre os que têm e os que não têm acesso a elas. A precarização da educação e das relações de trabalho gera uma competitividade desigual que acaba influenciando numa exclusão digital e conseqüentemente numa exclusão social.Sendo assim, para falarmos em inclusão digital devemos necessariamente falarmos em exclusão e desigualdade social. As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC’s) estão dando margem a mais nova face da exclusão social. Esse fenômeno, segundo alguns estudiosos, é fruto de uma falta de acesso das camadas populares às ferramentas computacionais. Ou seja, a diferença entre os que têm e aqueles que não têm acesso às tecnologias aumenta ainda mais o fosso das desigualdades entre ricos e pobres. Sendo assim, há um círculo vicioso, em que a exclusão social gera a exclusão digital e a exclusão digital pode transformar-se em exclusão social.Devido a essa exclusão digital, os organismos estatais, os movimentos sociais organizados e a sociedade civil estão se mobilizando para propiciar uma inclusão digital. Um dos mecanismos utilizados para minimizar a exclusão digital vem sendo posto em prática através de políticas públicas de inclusão digital.As políticas de inclusão digital devem vir amparadas em políticas sociais mais abrangentes, pois apenas incluir digitalmente o indivíduo não adianta, devemos incluí-lo socialmente para que este tenha condições de competir no mercado de trabalho, bem como garantir seus direitos sociais.Analisei os Telecentros Comunitários de Porto Alegre como exemplo de uma Política Pública de Inclusão Digital. Os telecentros comunitários disponibilizam acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação, principalmente à internet, garantindo acesso público e universal aos indivíduos, possibilitando uma maior apreensão do conhecimento. Estes são destinados às pessoas que não têm acesso através de outros meios (em casa, na escola, no trabalho, entre outros) às tecnologias.Os telecentros comunitários foram implementados a partir de 2001 pela Prefeitura de Porto Alegre. O objetivo desta Política Pública é promover a iniciação à informática, à cidadania e ao bom uso de ferramentas da internet, visando diminuir os índices de exclusão social em Porto Alegre. São 33 unidades na capital.Para finalizar, os telecentros já são uma realidade em vários países e vêm se transformando numa alternativa cada vez mais utilizada para promover a inclusão digital. Porém, as mudanças ocorrem lentamente e, por isso, se faz necessário que um número maior de medidas sejam tomadas a fim de atingir seu principal objetivo, que é incluir as camadas menos favorecidas no fluxo globalizante de informações e conhecimentos, reduzindo as desigualdades socioeconômicas.

Workshop de Acessibilidade e Inclusão Digital

Workshop de Acessibilidade e Inclusão Digital: interfaces para a inclusão social

Dia 6 de dezembro aconteceu na Faculdade de Educação o "Workshop de acessibilidade e inclusão digital – interfaces para a inclusão social". Este evento foi realizado no intuito de expor os trabalhos de uma disciplina do Programa de Pós Graduação do CINTED, ministrada pela professora Liliana Passerino.Alguns temas me chamaram atenção como o trabalho da Rita Bersch, que falou sobre políticas públicas e tecnologia assistida. Seu objeto de pesquisa centra-se na funcionalidade dos equipamentos utilizados por portadores de deficiência e no desenvolvimento de uma tecnologia assistiva. O objetivo deste estudo é desenvolver tecnologias para que os portadores de deficiência possam adquirir autonomia, independência, qualidade de vida e uma maior inclusão social.A autora justifica a análise baseada em estatísticas que comprovam a exclusão de pessoas portadores de deficiência. Segundo dados do IBGE de 2000, 14,5% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Destes, 24,5 milhões não estão inseridos no mercado de trabalho. Ela trás ainda alguns dados com relação ao ensino. Existe 2.850.256 crianças e jovens da faixa etária de 0 a 17 anos com algum tipo de deficiência, destes 75,1% estão fora da escola (esses números incluem as escolas de educação especial).Estes dados referentes ao ensino nos trás algumas reflexões acerca da exclusão educacional dos portadores de deficiência. Se pensarmos que esses indivíduos sequer entram no ensino básico, por falta de estrutura para atendê-los e até mesmo pelo fato dos familiares desconhecerem as leis que obrigam as escolas a aceitarem alunos com necessidades especiais, como chegarão ao ensino superior. Mesmo os alunos que conseguem passar pelo ensino básico, como ultrapassar a barreira imposta pelo vestibular que continua sendo excludente. Algumas universidades, compreendendo esse processo educacional, estão elaborando provas diferenciadas e com auxílio profissional para os portadores de necessidades especiais para realizarem as provas do vestibular.Porém, ainda estamos longe de uma efetiva inclusão, seja no âmbito educacional, profissional, ou até mesmo social de pessoas com necessidades especiais. Falta políticas públicas que auxiliam tanto na acessibilidade dessas pessoas como também na inclusão em vários âmbitos sociais (escola, trabalho, lazer, esporte, cultura...). Nós, enquanto professores e pesquisadores da área da educação não podemos fechar os olhos para essa realidade que assola uma parcela significativa da população brasileira.Outro trabalho que me chamou a atenção foi o da Maurem da Silva, intitulado "Inclusão Digital no Meio Rural". Ela analisa a "agroinformática" que alia as atividades do meio rural com as tecnologias, gerando um maior desenvolvimento econômico. A autora traz alguns dados da inclusão/exclusão digital no Brasil. Segundo os dados, 38,4% dos brasileiros possuem computador e 13,6% com Internet. No Vale do Taquari (zona rural) os números mudam, pois 13% da população possui computador e desses 9% com Internet; 63% dos moradores não sabem sequer utilizar o computador.Para amenizar esses dados, foi criado junto à associação dos moradores cursos básico de informática para que os produtores rurais pudessem utilizar a tecnologia para beneficiar suas produções. Alguns casos já se destacam na região, como o produtor de uvas que, através da Internet, começou a trocar correspondências com outro produtor e com isso dinamizou sua produção. Há casos de produtores que hoje utiliza o computador para gerenciar sua produção. Acredito que este trabalho irá contribuir muito com o crescimento da região, pois ainda há um preconceito muito grande das pessoas que residem no meio rural com as tecnologias. É preciso mostrar que a tecnologias não são um bicho e que pode sim contribuir para uma maior qualidade na vida dos produtores rurais.Por fim temos o trabalho apresentado pela Cíntia Boll sobre "Arquiteturas Pedagógicas para Licenciados em EAD: espaço hipermididático de formação". Neste trabalho ela desenvolve um ambiente virtual de aprendizagem para o estágio dos alunos de licenciatura chamado PPH. Além de apresentar este ambiente virtual de aprendizagem, a autora traz alguns dados sobre a Educação a Distância. Esses dados mostram que em 2005, 127 mil alunos se matricularam na EAD no Brasil e desses, 30% concentram-se no ensino superior. Partindo desses dados, ela fala sobre a importância da EAD nas instituições de ensino e como a mesma contribuiu para uma inclusão social, pois a EAD acabou democratizando o ensino.